sábado, 21 de fevereiro de 2015

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Resenha: Cidades de Papel (livro)

Cidades de PapelTítulo Original: Paper Towns

Título Nacional: Cidades de Papel 

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 368

Ano: 2008

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Quando comecei a ler Cidades de Papel gostei muito. Enredo interessante, personagens interessantes. No começo parecia um livro de aventura e romance. Na aventura de Margo e Quentin ri muito. Eles fizeram coisas muito bem pensadas e engraçadas. Quando eu imaginava as cenas eu ria mais ainda. Então pensei que quando John Green quer consegue escrever um bom livro, ao contrário de A Culpa é das Estrelas.

O livro é divido em três partes. A primeira parte prevalece o humor e a aventura, como já falado. Já a segunda parte é bem chata e é onde toda a história gira em torno de um mistério. A história toda começa a ficar chata, cansativa e repetitiva. O que acontece é só o seguinte: Quentin vai para o centro comercial abandonado, lê o poema “Canção de Mim Mesmo”, não se concentra nas aulas, olha para o relógio o tempo inteiro, se mostra um cara interesseiro e egoísta, não ligando para o que os amigos falam e nem para suas vidas, só querendo saber e falar de Margo o tempo todo. É só isso que acontece em várias páginas, e mais nada. Então o meu encanto inicial com o livro acabou e fui lendo já sem vontade para ver no que é que todo aquele mistério chato e repetitivo daria.

Por sorte, na terceira parte toda a chatice e repetição acabam e a aventura volta novamente, com Quentin e seus amigos indo para a cidade de papel. Essa parte, porém, não é tão boa quanto a primeira. Confesso que em vários momentos achei Quentin muito besta, acabando com sua vida pessoal e se arriscando só por causa de uma paixão. A sua sorte é que ele tinha amigos muito fiéis (e bestas também), que também largaram a colação de grau para ir com ele para uma viagem de mais de 20 horas dirigindo.

Não gostei do final, poderia ser mais conclusivo, mas o que dá a entender é somente que Quentin deixou aquele local e que em breve ele e Margo voltariam a se encontrar.

De forma geral, é um bom livro. Não é o que eu esperava quando estava lendo o começo (porque a parte dois acabou com a história), mas é beeeem melhor do que A Culpa é das Estrelas.

Nota: