sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

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Resenha: O Jogo da Imitação

Título Original: The Imitation Game

Título Nacional: O Jogo da Imitação

Direção: Morten Tyldum

Gênero: Biografia, drama

Duração: 1h55min

Distribuidora: Diamond Films

Estreia: 05 de fevereiro de 2015





Frase de destaque: Às vezes são aqueles que menos esperam que fazem as coisas que ninguém imagina.

O Jogo da Imitação conta a história de Alan Turing, um matemático que ajudou a ganhar a Segunda Guerra Mundial através da máquina que inventou.

Certamente Alan sofreu muito em sua vida. Na escola sofria de bullying, depois sofreu com a morte do seu amigo, sofreu profissionalmente, onde as pessoas não gostavam dele e o chefe só procurava uma chance para demiti-lo. E depois de tudo isso sofreu com o governo, que lhe obrigou a fazer um tratamento com hormônios se não quisesse ser preso.

A atuação de Benedict Cumberbatch é ótima. Faz muito bem o papel de um matemático que não tem sentimentos por ninguém, sendo sério, e transmitindo um olhar frio. Apenas ri quando tem que rir, e chora quando tem que chorar. A fotografia é boa, assim como todos os cenários dos locais antigos e dos figurinos.

Ao mesmo tempo em que o filme mostra o drama pessoal de Alan e como eram as leis da Inglaterra naquelas épocas, também o apresenta como um matemático fora do comum, que tinha ideias e fazia coisas que nenhum outro matemático fazia. Ele é mostrado como um herói, que ajudou a diminuir a guerra em dois anos, que ajudou a derrubar a Alemanha, descobrindo onde seriam os seus pontos de ataque e prevenindo o exército inglês e dos aliados. Ele evitou que vários locais fossem bombardeados e várias pessoas fossem mortas.

Durante todo o filme é mostrado com mais ênfase o lado profissional de Alan, com apenas algumas menções a sua opção sexual, e mostrando a história de como ele se tornou assim. Isso lhe faz pensar que o filme conta a história de um matemático que ajudou a acabar com s Segunda Guerra Mundial e que por um acaso era homossexual. Mas no final, quando o narrador começa a dizer o que aconteceu depois dos fatos contados no filme, parece até que o objetivo e o foco do filme era outro. Isso mostra que eles ficaram em dúvida sobre qual lado de Alan iriam mostrar: o seu lado de matemático ou de homossexual. Seria melhor se o filme não tivesse feito essas observações no final, porque todas as menções feitas ao tema e a história que se passa com Alan ainda como um adolescente já mostra o suficiente para dar sentido a trama geral do filme.

Mas a maior mensagem que podemos tirar desse filme é a de não desprezarmos ninguém, mesmo que ele seja diferente dos outros. A frase que foi repetida três vezes no filme e que foi colocada como “frase de destaque” no início dessa resenha resume tudo.

Nota: