domingo, 26 de abril de 2015

Categorias:

Resenha: Vingadores: Era de Ultron

Vingadores - Era de Ultron - PosterTítulo Original: Avengers: Age of Ultron
Título Nacional: Vingadores: Era de Ultron
Direção: Joss Whedon
Gênero: Ação, aventura e ficção científica
Duração: 2h22min
Distribuidora: Disney/Buena Vista
Estreia: 23 de abril de 2015


Atenção: na resenha você encontrará algumas partes com o nome “SPOILER”. Nelas são faladas sobre cenas do filme e minhas opiniões, por isso leia por própria conta e risco.
Vingadores: Era de Ultron já começa com o grupo de heróis lutando numa missão na Europa. Isso foi feito para mostrar que a invasão dos alienígenas em Nova York, que é mostrada em Os Vingadores, não foi a única missão do grupo. De lá pra cá eles já lutaram juntos várias vezes, e nesse segundo filme mostra essa introdução, e depois a história principal, que é a grande ameaça, o Ultron.
Li resenhas de gente dizendo que o filme é cena de ação o tempo todo, e nem dá tempo de respirar. Discordo totalmente. É verdade sim que aqui a ameaça é maior, e por isso as lutas são maiores e mais grandiosas, com mais estragos, mas o filme não é todo ação. Tem drama envolvido nos personagens, reuniões em que são debatidos temas científicos, piadas quebrando a tensão, e até um romance. Tudo isso está presente no filme inteiro misturado com as cenas de ação.
Uma dúvida recorrente dos fãs era se esse filme seria mais sombrio que o primeiro. Ele é, mas não tão sombrio. Apesar de Ultron ser um robô de inteligência artificial que não tem sentimentos, uma vez ou outra, ele sai com uma sacada de humor, o que o faz parecido com Tony Stark, seu pai, seu criador. Até no próprio vilão colocaram essa característica para que ele não ficasse tão sombrio assim. Mas as cenas de ação são maiores do que as do primeiro filme. Os estragos também. É justamente pelas ideias de Ultron que a ameaça se torna maior, e as lutas e cenas de ação ficam mais grandiosas.
Percebi uma necessidade do filme em ser maior que o anterior, e sinceramente, não precisava disso. Se ficasse no mesmo nível do filme anterior, já ficaria bom. Ver tantas cenas de destruição deixa o filme pesado demais, deixa ele meio repetitivo e cansativo. E para mim as melhores cenas foram as mais simples, como aquela que abre o filme, sem falar das cenas de humor.
O filme ignora os acontecimentos de Homem de Ferro 3. Não fala da destruição de todas as armaduras, e nem porque Tony resolveu fazê-las de novo. Esse é um ponto negativo.
Mais uma vez encontramos divergências entre os integrantes da equipe. Quem recebe destaque é Steve Rogers e Tony Stark que estão sempre discordando. No final do filme parece ficar tudo bem entre eles, não deixando um gancho formado para Capitão América 3: Guerra Civil, como se especulava. Mas as discordâncias entre os membros é algo que fica perceptível. É só questão de tempo, e de um motivo maior, para fazer os dois ficarem em lados opostos, e é justamente isso o que vai acontecer no filme do Capitão América 3, que estreia em 2016.
Nesse filme também temos uma rápida introdução ao filme de Pantera Negra, quando os Vingadores vão a Wakanda e é mostrado Ulisses Claw, que será o vilão do herói em seu filme solo, que estreia em 2017.
Dessa vez cada personagem foi desenvolvido muito bem. O Homem de Ferro não é mais o destaque. No filme anterior eu fiquei com a sensação de que o Gavião Arqueiro e a Viúva Negra eram inúteis num grupo de heróis em que cada um tem poderes ou super-habilidades. Mudei de ideia sobre a Viúva Negra depois que vi seu desempenho em Capitão América 2: O Soldado Invernal, e agora vemos um desenvolvimento do Gavião Arqueiro. Mercúrio e Feiticeira Escarlate têm as suas histórias contadas rapidamente, mas que dá para entender bem a motivação dos dois em se juntar a Ultron. As suas histórias são bem apresentadas, assim como seus poderes. Thor, infelizmente ainda não teve o destaque merecido. É um absurdo esse tratamento dado a ele, porque ele é um dos personagens mais poderosos da Marvel. Mesmo assim todas as cenas de ação que dão destaque a ele são boas e mostram um pouco do seu poder.
Voltando a falar sobre o Gavião Arqueiro, no filme foi repetida mais de uma vez a mesma crítica que eu e muitas pessoas fizeram: que ele é só um cara com arco e flecha lutando no meio de pessoas poderosas. O que ele poderia fazer ali de útil? Em que ele pode contribuir? Até mesmo os personagens brincam com isso: “temos que fingir para que ele pense que é útil”.
SPOILER: No decorrer do filme vemos um cara com arco e flecha ajudando a destruir vários Ultrons, dando a sua contribuição. Vemos ele dando uma injeção de ânimo à Feiticeira Escarlate dizendo que mesmo ele sendo só um cara de arco e flecha ele iria lutar sem parar. Ele tem vontade, tem garra. É por isso que está nos Vingadores. E no final de tudo, mesmo quando já estava cansado, ele saiu de onde estava e foi salvar um menino, correndo risco de vida.
Gostei desse desenvolvimento e atenção dada ao Gavião Arqueiro. Ele estava precisando. E agora lhe conhecemos um pouco melhor e já podemos acreditar mais na sua capacidade e habilidade de ajudar o grupo.
A Viúva Negra tem o seu passado revelado. As cenas são rápidas e turbulentas, que é a mesma forma que Natasha as recebe em sua mente, depois da magia da Feiticeira Escarlate.
SPOILER: O romance entre Natasha e Bruce parece improvável, por causa dos problemas que os dois vivem. E quando parece que eles se acertaram para fugir juntos, Hulk resolve simplesmente desaparecer. O único ponto negativo desse romance é que ele ignora totalmente o filme O Incrível Hulk, pois lá ele já tem um romance com Betty. Mas de modo geral não achei ruim e nem forçado, como algumas pessoas acharam. Natasha e Bruce têm problemas em comum e entendem um ao outro, por isso houve essa aproximação entre eles.
Visão aparece em poucas cenas de ação, mas se mostra poderoso. Ele é uma mistura entre humano e máquina, tanto na aparência quanto na essência. Ele entende o modo de pensar de Ultron (isso fica bem claro quando ele conversa com o último Ultron), mas também entende os humanos. Como ele é a favor da vida, fica do lado dos Vingadores.
Pelo fato de ser a favor da vida, e de lutar por ela sem ter dúvidas, ele consegue ser digno de pegar no martelo de Thor, o que deixa todos surpresos. Isso foi incrível! Ninguém esperava por isso, nem os personagens e nem nós!
Vi muita gente engrandecendo demais Visão. Tudo bem, que ele conseguiu levantar o martelo de Thor, e que as cenas de ação com ele foram boas, mas ele nem teve tempo suficiente deu tempo para se provar. Ele é bom, mas dizer engrandecê-lo demais é exagero. Pelo menos nesse momento é.

Eu estava com uma expectativa muito grande para assistir Vingadores: Era de Ultron. As notícias que saíam eram quase sempre bombásticas, reveladoras, os trailers incríveis, e os fãs estavam todos muito ansiosos. Mas enquanto assistia vi uma característica que estava presente no primeiro filme, que eu não gostei, e que continua presente nessa sequência: as reuniões para falar sobre ciência. A maioria delas aconteceram apenas com Tony Stark e Bruce Banner, e eu acho isso chato. São muitas cenas, que deixam o filme parado e faz perder todo o ritmo da cena anterior. Deixa o filme arrastado e cansativo (apenas nessas partes).
As piadas são sempre boas. Os personagens riem uns dos outros e trocam brincadeiras, como um grupo comum de amigos. E até os momentos de luta são quebrados por uma boa sacada de humor. Essas cenas valem muito a pena, e é o que ficou na minha cabeça como uma das melhores partes do filme. Compensou a chatice dos diálogos sobre ciência.
Não gostei do movimento do lábio de Ultron. Ficou muito artificial, parece até um efeito de filme antigo. Eu imaginei que a voz sairia dele, sem que ele movesse a boca. Os seus “dentes” também ficaram estranhos.
De modo geral, Vingadores: Era de Ultron é um bom filme. O humor sempre aparece para quebrar a tensão do drama, da ficção científica e das cenas de ação, o que é ótimo. Cenas surpreendentes acontecem, como a luta de Hulk e Hulkbuster, só para citar um exemplo.
Leia também:
Nota: