segunda-feira, 15 de junho de 2015

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Resenha: Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros

Jurassic WorldTítulo Original: Jurassic World

Título Nacional: Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros

Direção: Colin Trevorrow

Gênero: Aventura, ação, ficção científica 

Duração: 2h05min 

Estreia: 11 de junho de 2015

 

 

 

Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros se passa 20 anos depois dos eventos do primeiro filme. Agora o sonho do criador do parque se tornou realidade e ele está aberto. Ele não é mais chamado de Jurassic Park e sim de Jurassic World. Mas os chefes do novo parque são ambiciosos e sempre querem mais, e por isso continuam modificando o DNA dos dinossauros (eles não aprendem!). Não são dadas muitas explicações sobre quem é o dono do parque (que em vários momentos se parece com Tony Stark), e qual era sua relação com John Hammond, o idealizador, que vemos no primeiro e segundo filme.

Ele traz algumas referências ao primeiro filme, mas nada que o faça ser obrigatório, apesar de que se você assistiu aos filmes anteriores a experiência será melhor, já que você vai entender todas essas referências e se lembrar das cenas do primeiro filme.

A trilha sonora dos antigos filmes também está presente, o que é bom, porque dá aquele saudosismo, mas ela é tocada poucas vezes.

Os dinossauros estão com muitos efeitos o que faz eles ficarem mais artificiais, se comparado com os dos filmes antigos. Os dinossauros que pareceram mais reais foram os Velociraptors, que aparecem no pôster com Chris Pratt, e os Braquiossauros, que um deles é filmado de perto em uma cena. O dinossauro principal é bem artificial. Os Pterodáctilos, que são os dinossauros voadores também estão assim. Os do terceiro filme são mais reais e dão mais medo. Mesmo nesse filme eles pegando algumas pessoas, parecem serem mais fracos do que os do terceiro filme. Vi muitos deles pequenos, e entendi como se fossem filhotes, mas não poderia ser todos grandes?

Chris Pratt está bem, mas para mim o destaque fica por conta de Bryce Dallas Howard, que fez um excelente papel. Só não dá para aceitar o fato de ela correr tão rápido e tão bem de salto, sem cair e sem torcer o pé. Também achei estranha a cena que Chris Pratt diz que ela não está pronta para ir, e ela abre a blusa e arregaça as mangas, como se aquilo fizesse alguma diferença.

Ty Simpkins também está muito bem. Ele é um ótimo ator, e é uma pena que todos os papéis que fez até aqui, e os que fará (que já estão confirmados) são como um mero ator coadjuvante. Ele tem potencial para mais que isso. Esse filme deve ser o que ele teve mais tempo de tela e mais importância.

Sobre os papéis infantis de modo geral, os do primeiro filme continuam sendo os melhores, porque lá eles realmente estavam com medo e pavor. O segundo e terceiro filme mostram crianças com medo, mas corajosas, prontas para enfrentar os dinossauros. Aqui eles fizeram uma mudança que eu achei interessante: Gray é um menino nerd super interessado pelo mundo dos dinossauros, mas que quando fica com medo, prefere ter a proteção do irmão mais velho. Cabe ao seu irmão o papel de corajoso. Ty Simpkins fez esse papel muito bem, e foi bom ver essa mudança nesse filme, para que não ficasse tão parecido com os outros.

Jake Johnson fez o papel de alívio cômico, e as suas cenas ficaram legais.

A cena final é ótima, apesar de breve. Assim que comecei a vê-la, me lembrei de O Incrível Hulk, e pensei que o desfecho seria o mesmo. Mas eles surpreenderam com o final. Ainda bem que não foi como eu estava imaginando, porque seria meio óbvio.

Gostei por não perderem muito tempo falando de ciência, assim como acontece no primeiro e segundo filme. Acho essas discussões interessantes, mas se alongadas demais deixam o filme chato. Para o desgosto dos paleontólogos, Jurassic World não apresentou nada de novo no estudo dos dinossauros, o que já era de se esperar, já que o diretor do filme já tinha falado que o objetivo é o entretenimento.

O filme também mostra imagens belíssimas do parque. Tem uma ótima fotografia.

Se colocado lado a lado com os outros três filmes, o enredo é basicamente o mesmo, só muda o cenário e os personagens. Mas se o objetivo é o entretenimento, com boa história, bons efeitos especiais e boas imagens, Jurassic World cumpre o que promete.

Senti falta de mais aventuras, sustos nas pessoas, caras de medo e horror, e sangue escorrendo, como nos outros três filmes. Isso deixa o expectador com mais adrenalina. E é por isso que Jurassic World não consegue chegar no mesmo nível do primeiro filme. Mas mesmo assim ele é bom e vale a pena assistir. Ele é um filme que tem humor, é mais leve que os antigos filmes e é bem família.

Sobre o 3D: não vale a pena, são pouquíssimas as cenas que você percebe alguma diferença.

Nota: