quarta-feira, 8 de julho de 2015

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Resenha: O Exterminador do Futuro: Gênesis

O Exterminador do Futuro - Gênesis - Poster NacionalTítulo Original: Terminator Genisys

Título Nacional: O Exterminador do Futuro: Gênesis 

Direção: Alan Taylor

Gênero: Ação, ficção científica 

Duração: 2h06min 

Estreia: 02 de julho de 2015

 

 

 

 

David Ellison, produtor de O Exterminador do Futuro: Gênesis disse que o filme não é um reboot e nem uma sequência, e que as pessoas não precisarão ter assistido aos outros filmes para entender. Eu achei que ele tem um pouco dos dois, já que recria a história do Exterminador ao mesmo tempo que não esquece os filmes anteriores. Ele é cheio de referências aos antigos filmes, e quem não assistiu pode não entender algumas cenas.

Eu não entendi bem a cronologia dos eventos, que é complicada. Quando Kyle vai ao passado para proteger Sarah Connor, já existe um “exterminador” que foi programado para protegê-la, e outro exterminador que foi enviado naquele momento, assim como no primeiro filme. E existe ainda um outro, que se veste de policial. A única explicação que o filme dá, é que quando Sarah tinha 9 anos esse “exterminador-protetor” cuidou dela, mas não disse de onde ele veio e nem por quem foi mandado. Graças a essa mudança na vida de Sarah, toda a história muda e em 1985 ela não é uma garçonete que divide o apartamento com a amiga, mas sim uma guerreira que foi criada por uma máquina.

Não sei como, mas ela sabe da história contada no primeiro filme (que Kyle morre), o que é estranho, já que ela não tinha viajado no tempo ainda. E por mais que o Kyle desse filme lhe faça essa mesma pergunta, ela não responde. Parece que os roteiristas também tiveram essa dúvida, mas não souberam respondê-la, e por isso na hora da resposta fizeram Sarah contar a história de como conheceu o T800.

É também difícil de entender como o Kyle adulto pode viver em 2017 com o Kyle criança ainda existente, porque parece que toda a história pode se repetir.

Arnold Schwarzenegger está bem, e em alguns momentos engraçado (o que eu não achei ruim). Falando em Arnold Schwarzenegger, as divulgações do filme sempre davam destaque a ele, mas ele aparece menos que Emilia Clarke, que interpretou Sarah, que aliás, está muito bem no papel.

Essa linha temporal, as idas e vindas no tempo é o que fazem o filme ficar complicado e difícil de entender, e é esse o seu grande problema, mas ele em si não é ruim. Existem boas cenas de ação, mas nada de encher os olhos ou que lhe provoque tensão. Também achei bom ver uma Sarah guerreira, que luta com os outros, ao invés de apenas precisar de proteção.

Nota: