quarta-feira, 12 de agosto de 2015

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Resenha: A Dama Dourada

A Dama Dourada - Pôster nacionalTítulo Original: Woman in Gold

Título Nacional: A Dama Dourada 

Direção: Simon Curtis

Gênero: Drama 

Duração: 1h50min 

Estreia: 13 de agosto de 2015

 

 

 

 

 

A Dama Dourada conta uma história muito interessante baseada em fatos reais sobre uma mulher austríaca e judia que mora nos Estados Unidos há mais de 50 anos, depois de ter fugido do seu país natal na época do nazismo. Ela luta para ter de volta um quadro de sua família, que foi apropriada pelo governo. Isso vira um problema porque o quadro é muito valioso e muito admirado pelo povo austríaco. Maria é uma mulher complicada e impaciente, mas consegue chamar a atenção de Randol, que se dedica a lhe ajudar nessa tarefa como advogado.

O filme mescla cenas de 1998, ano em que se passa o início da história, com cenas antigas, contando a história de Maria e sua família. Nessas cenas antigas é dado destaque ao drama e à emoção, para mostrar que a personagem teve razão em querer o quadro de volta. Como o filme deixa claro, Maria não queria o quadro por causa do seu valor monetário, e sim por causa do seu valor sentimental. A sua tia Adele, que é retratada no quadro “A Dama Dourada”, foi a sua figura materna, e por isso ela tem muito carinho por ela.

SPOILER: Mesmo assim, não dá para entender o final, porque depois de uma luta que aparentemente durou anos, quando está tudo feito, ela resolve não ficar com o quadro. Ela fala que aquela tristeza que sentia por ter abandonado a sua família na Áustria não tinha saído quando teve o quadro de volta. Mesmo assim não achei certo o que ela fez, porque foi um trabalho muito grande para que ela tivesse o seu direito, e depois jogou tudo fora. Todo o trabalho foi em vão. Se é assim, era melhor que o quadro continuasse na Áustria, onde era tão valorizado.

As cenas antigas são boas e contribuem muito para o filme. E além do drama presente nelas, ainda existem aventura e suspense em uma das cenas, o que dá uma sensação muito boa para quem está assistindo. Você logo se identifica com a personagem principal e passa a torcer por ela.

Ryan Reynolds está bem, mas o destaque mesmo fica com Helen Mirren, que está incrível.

A Dama Dourada conta bem a história, e é um filme bem construído.

Nota: