sábado, 15 de agosto de 2015

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Resenha: Demolidor – 1ª temporada

Demolidor - 1ª temporada - Netflix

E finalmente estou publicando a resenha da 1ª temporada de Demolidor, a série de super-herói mais esperada do ano. O motivo de eu ter demorado é que eu tenho um ritmo próprio para assistir séries.

Mas isso não quer dizer que eu não estava ansioso para assisti-la. O problema é que a Netflix coloca todos os episódios lá, todo mundo fica que nem um louco fazendo maratona e assistindo tudo de uma vez só, e depois diz: “que pena, queria mais”. Como eu assisto a poucas séries, não quero acabar tudo de uma vez para depois não ter mais nada para assistir.

Agora vamos falar da série, mas antes quero dizer que não tem como não comparar Demolidor com Arrow, porque as duas tratam de vigilantes defendendo suas cidades. As séries são diferentes, e cada uma tem um objetivo e um público diferente, mas mesmo assim vale a comparação.

Demolidor é uma série bem séria e realista, mais próxima da primeira temporada de Arrow (quando ele saía para combater o crime comum). Nas outras duas temporadas de Arrow começam a existir alguns itens sobrenaturais, que termina tirando esse realismo que a série de propôs a fazer quando foi lançada. Por isso, se você gostou da 1ª temporada de Arrow e sente falta dela, com certeza vai gostar de Demolidor.

A primeira diferença que eu vejo entre as duas séries é a mais clara de todas: Demolidor é uma série com cenas mais fortes. As lutas são mais bem elaboradas, não ficando só na luta braçal, como acontece muitas vezes em Arrow. Não é porque a série é do Demolidor que ele sempre ganha uma luta com facilidade (isso acontece muito em Arrow). Ele bate muito, mas também apanha muito. As lutas são mais realistas, e as cenas são ainda mais escuras que em Arrow. A série é cheia de sangue, e mostra as feridas abertas de Matt depois de uma luta. As cenas do Rei do Crime são violentas.

Demolidor - 1ª temporada - Netflix - Uniforme preto

Outra diferença está nos flashbacks. Em Arrow esse é um elemento contínuo e que faz parte da série inteira. Até as duas primeiras temporadas ela é bem usada, mas na terceira temporada noveliza um pouco a série. Em Demolidor também vemos flashbacks, mas eles não estão presentes em todos os episódios, e só aparecem quando são realmente necessários, sendo usados para quando querem contar uma história do passado, ou para comparar o passado com o momento presente.

É dessa forma que a história de Matt é contada. No primeiro episódio, ele não perde muito tempo com a origem. A história de como Matt ficou cego é contada rapidamente, e a sua motivação para agir como um vigilante à noite também é mostrada rapidamente. Depois ele vai logo à ação. Isso é importante porque deixa o espectador com vontade de assistir o próximo episódio. A diferença entre essa série, e o piloto de outras, como The Flash e Supergirl é que as coisas não acontecem rápido demais. Os flashbacks da infância de Matt voltam em outros episódios, completando a história que não foi contada no primeiro episódio.

Gostei de como a história foi construída e como cada personagem envolvido foi bem desenvolvido e teve os seus momentos. Depois que eu assistia a um episódio, ficava com vontade de assistir o próximo, mas não na mesma hora. Eu preferi assistir a um episódio de cada vez porque mesmo tendo vontade de ver o próximo, cada episódio é pesado demais por si só. As histórias são pesadas, porque estão cheias de drama e um pouco de suspense. As lutas também são pesadas. O que também contribui para deixar o episódio pesado é a duração, que é maior que uma série comum (cada episódio dura de 50 a 59 minutos).

Vi gente dizendo que não gostou do Rei do Crime porque ele pareceu mais fraco do que é, e porque pareceu afetado, ao invés de ser mais forte. Não achei isso. O Rei do Crime foi muito bem desenvolvido. Existem cenas em que ele fala dos seus projetos para a cidade de forma sincera, e é mostrado que ele também quer melhorar a sua cidade, mas do seu jeito, e é isso que lhe faz ser um vilão. Existem cenas em que aparece ele matando pessoas, e é uma violência muito grande. Ele foi um personagem que teve um aprofundamento tão grande a ponto de ter o seu próprio flashback. Tudo o que ele faz é por causa dos seus pensamentos de hoje e dos seus traumas do passado.

Rei do Crime - Demolidor - 1ª Temporada

Eu não entendo o que as pessoas querem. Quando assistem a um filme de super-herói e o vilão é mal desenvolvido elas reclamam, mas quando veem um vilão como o Rei do Crime, dizem que ele é afetado. Entendam que vilão não é só aquele que é louco e quer destruir tudo e todos sem ter nenhum bom motivo (como o Coringa). E nem todos eles apenas querem poder só por querer. Alguns são vilões por causa do drama da sua vida, que é o caso do Rei do Crime. Eu gostei da forma que ele foi desenvolvido.

A roupa preta do Demolidor é estranha no começo, mas depois você se acostuma. Somente no último episódio é que lhe vemos com a roupa vermelha. Ela não ficou tão legal assim. A combinação de vermelho com preto não ficou boa, mas o maior problema é o design do traje em si que ficou estranho. A máscara, que na verdade é um capacete, ficou feia. Poderia ser algo mais delicado. Espero que melhorem essa roupa na segunda temporada.,

Demolidor - 1ª temporada - Netflix - Uniforme vermelho

Fonte da imagem: Iluminerds

Os atores são ótimos, principalmente Charlie Cox, que faz Matt Murdock/Demolidor. A trilha sonora não é o destaque da série, e ela aparece com mais frequência nas cenas de drama, para deixá-las mais pesadas e sérias. Sobre a abertura:

Demolidor foi uma grande surpresa. É uma série muito boa e cumpre o que promete, que é ser sério e realista. Nesse sentido do realismo, ela é melhor do que Arrow, que se perdeu depois da 2ª temporada com histórias sobrenaturais. Espero que ele não se perca também nas próximas temporadas. A quantidade de episódios é o ideal para a série, porque faz com que ela se concentre só na história principal. Se tivesse mais episódios, ela poderia perder a qualidade colocando o Demolidor para resolver casos da semana. No começo da série, os episódios meio que são assim, mas na verdade tudo caminha para um único objetivo e um único vilão.

Alguns episódios não têm ação, e se concentram apenas no drama dos personagens. Alguns deles são bons, outros nem tanto.

Nota: