segunda-feira, 31 de agosto de 2015

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Resenha: O Impossível

O ImpossívelTítulo Original: Lo Imposible

Título Nacional: O Impossível 

Direção: Juan Antonio Bayona

Gênero: Drama 

Duração: 1h54min 

Estreia: 21 de dezembro de 2012

 

 

 

 

O Impossível é uma coprodução dos Estados Unidos com a Espanha baseada em uma história real que mostra uma família que saiu de férias na Tailândia e que um dia depois do Natal enfrentaram o tsunami de 2004.

O filme começa de forma leve, e só depois que o tsunami acontece é que começa o drama. Esse drama vai ficando cada vez mais pesado, já que vai mostrando a situação não só de Lucas e Maria, como também de todo o local e das pessoas atingidas. Tudo é tratado com seriedade, e para isso as atuações contribuíram muito. O roteiro dá destaque a Lucas, que Tom Holland interpreta muito bem. Ele é o que teve mais tempo de tela, e que teve mais momentos e expressões diferentes. Ele fez um ótimo trabalho. Se o ator que estivesse nesse papel não se expressasse bem, o filme não teria ficado tão bom. Naomi Watts, que fez Maria, também estava muito bem, mesmo quando estava na cama do hospital.

A maquiagem é muito boa porque também contribui com o realismo. As feridas, o sangue, a cara pálida das pessoas hospitalizadas ficaram muito bem feitas.

Os efeitos do tsunami ficaram excelentes, assim como as cenas em que aparece Maria e Lucas debaixo da água batendo em objetos e se machucando.

O filme apresenta um drama que não apela para que os expectadores chorem. Os personagens principais choram pouco, e passam a maior parte do tempo se segurando para isso não acontecer, mesmo que estejam desesperados e com medo daquela situação catastrófica. Naomi Watts (Maria, a mãe), Ewan McGregor (Henry, o pai) e Tom Holland (Lucas, o filho mais velho) mostraram esse medo e desespero muito bem através das suas expressões faciais. Você compreende a seriedade do que está se passando ali sem que o filme precise mostrar chororô para fazer o expectador chorar e entender a tristeza dos personagens. Mais uma vez dou destaque a Tom Holland que mostrou isso muito bem nas suas expressões.

Li uma crítica que disse que o filme aposta em sentimentalismo, e pelo tom do texto, dava a entender que esse foi um ponto negativo. O filme fala de sentimentos sim (indiretamente), mas quem é que não ficaria com seus sentimentos aflorados numa situação dessas? Para mim o filme abordou todos os acontecimentos e sentimentos dos personagens com realismo. Até a trilha sonora, que é boa, não é uma trilha de drama pesado. Tudo isso contribui para que o filme retrate os acontecimentos da forma mais realista possível.

Em alguns momentos o roteiro parece não ter o que dizer, deixando que os cenários, as maquiagens e as atuações falem por si só. Como foi falado, todos esses itens foram bons, principalmente as atuações. Se não fossem por eles, talvez esse filme não ficasse tão bom assim. O resultado não seria o mesmo. A direção é competente e tem as suas contribuições para o resultado final do filme (como os efeitos e a beleza das paisagens).

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PS.: apesar desse filme ter sido lançado em 2012, ele deve ter sido filmado anos antes. Digo isso porque Tom Holland tem, nesse ano de 2015, 19 anos, e em 2012 ele tinha 16. No filme ele não aparenta ter 16 anos, e sim 12 ou no máximo 13, o que quer dizer que ele deve ter sido filmado por volta de 2009. Tentei pesquisar sobre quando ocorreram as filmagens do filme, mas não achei nenhuma informação. Não que isso seja importante, mas é que me intrigou. :P

Nota: