quarta-feira, 5 de agosto de 2015

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Resenha: Poder Sem Limites

Poder Sem LimitesTítulo Original: Chronicle

Título Nacional: Poder Sem Limites 

Direção: Josh Trank

Gênero: Drama, ficção científica, thriller 

Duração: 1h23min 

Estreia: 02 de março de 2012

 

 

 

 

 

Geralmente os filmes de super-heróis mostram o personagem principal ganhando poderes (ou não) e se tornando um herói porque quer aproveitá-las para fazer algo bom. Geralmente as pessoas que têm esses poderes e não fazem algo bom se tornam os vilões do filme, e é sempre assim. Em Poder Sem Limites é dada uma abordagem diferente: três adolescentes ganham poderes, mas, ao contrário do que estamos acostumados a ver, eles não querem usá-los para serem heróis, apenas querem se divertir com eles, mesmo que isso prejudique outras pessoas. Eles são os típicos adolescentes abestalhados que não querem saber de mais nada a não ser meninas, amigos, sorrisos e bagunça.

Um deles, Andrew, tem uma imensa carga psicológica negativa, porque sua mãe está morrendo, seu pai é um bêbado violento, ele não tem amigos próximos, e sofre bullying na escola. Quando tudo parece estar melhorando, e quando ele está ficando popular, algo ruim acontece, que lhe envergonha. Para piorar, seu pai vai reclamar mais uma vez com ele, o que lhe tira de controle, e a partir daí ele já não é mais o mesmo. Ele começa a usar os seus poderes para fazer coisas erradas, para ser violento. Ele já não controla mais a sua raiva, e começa a se achar superior aos outros. Agora ninguém mais pode falar mal dele, e lhe zoar, porque ele é superior, porque ele tem poderes.

Olhando sob esse ângulo, a história parece ser interessante e profunda, mas na verdade, o filme passa a maior parte das suas uma hora e meia mostrando as brincadeiras que os três personagens ficam fazendo com as outras pessoas através dos seus poderes. Só aparece eles brincando, se divertindo e descobrindo novos usos sobre seus poderes. Este parágrafo resume muito melhor o filme do que o anterior. Na menor parte do filme é que vemos o desenvolvimento da problemática e sua conclusão.

Não gostei do estilo câmera na mão, em que sempre tem alguém filmando tudo, ou quando isso não é possível, aparecem imagens das câmeras de segurança dos locais. É um estilo diferente, mas o filme não perderia nada se fosse filmado da forma convencional. Talvez as imagens até fossem melhores. Na luta final parece que Josh Trank se esqueceu da câmera na mão, e é uma câmera normal que filma tudo mesmo, já que os personagens saem de um lugar para o outro numa velocidade grande, e não daria para ninguém acompanhar com uma câmera na mão.

Gostei da abordagem dada sobre o uso dos poderes. Não é todo mundo que tem poderes que quer ser um herói. Na verdade, o tema “ajudar as pessoas” até chega a ser comentado no filme, mas não chega a ser concluído. No final do filme existe a promessa de Matt ajudar as pessoas, como um herói. Será que é isso que será mostrado no segundo filme, que estreia em 2016? De qualquer forma, não houve a pressa dele se tornar um herói naquele momento. O filme mostrou um personagem virando vilão e outro virando herói, mas os dois não sentiram necessidade de ter um uniforme, como nos filmes de super-heróis, dando um tom menos fantasioso para o filme.

Sabe, Poder Sem Limites teve uma boa ideia, mas ao invés de mostrar mais ação, ficou só nas besteiras de adolescentes com poderes brincando com as pessoas. Infelizmente a maior parte do filme fica só nisso, o que ilhe impede de ser melhor. Talvez essa ideia caísse melhor se o filme fosse especialmente feito para o público adolescente, e se tivessem um tom mais de comédia e aventura e menos de ficção científica. Mas essa temática não combinou com o tom sério colocado no filme.

Nota: