quinta-feira, 3 de setembro de 2015

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Resenha: Hitman: Agente 47

Hitman - Agente 47Título Original: Hitman: Agente 47

Título Nacional: Hitman: Agent 47 

Direção: Aleksander Bach

Gênero: Ação 

Duração: 1h25min 

Estreia: 27 de agosto de 2015

 

 

 

 

 

Quando eu li a sinopse de Hitman: Agente 47 me interessei, porque ela apresenta uma ideia interessante, que é a de um único homem com habilidades especiais lutando contra um sistema inteiro. É uma ideia com potencial e que pode ficar muito bom se for bem desenvolvida, como o excelente Capitão América 2: O Soldado Invernal. Mas Hitman não foi tão bom assim. O início dele até me lembrou O Exterminador do Futuro por causa do cara que aparece para proteger a moça que é alvo de outro cara. Mas não tem nada a ver com isso.

O filme tem uma história um tanto vazia, se focando mais na ação. As cenas de tiros são bem feitas, mas são muitas e cansam. As cenas de lutas não são filmadas integralmente. Na primeira cena de luta, no início do filme, tem luzes piscando. No resto do filme essas cenas sempre são filmadas com a câmera tremendo e saindo dos personagens. Não gostei dessa técnica porque ela só atrapalha o desempenho da cena, que poderia ser bom.

Katia (Hannah Ware) não é bem usada e se torna uma coadjuvante, diferente do que aconteceu com Ilsa (Rebecca Ferguson) em Missão: Impossível – Nação Secreta, que foi muito bem aproveitada.

Li algumas críticas que dizem que o filme não é envolvente como o jogo. Não sei porque sempre vejo gente dizendo “não é como o jogo” ou “seria melhor se tivesse um joystick”. O que você espera de uma adaptação de jogo? Que ele seja um jogo na tela grande do cinema? Se você pensa assim, saiba que está sendo ingênuo. Filme é filme e jogo é jogo. São mídias diferentes.

O que faz Hitman: Agente 47 ser ruim não é fazer da pessoa um mero expectador que não tem controle de nada (como muitos dizem tentando se justificar), até porque todo o filme, seja ele de ação ou não, é assim. Os problemas dele são a falta de história (problema do roteiro), as cenas ruins de luta e esse ritmo frenético de ação em cima de ação, que não dá certo porque cansa e lhe faz enjoar do filme antes mesmo dele acabar.

Nota: