quarta-feira, 23 de setembro de 2015

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Resenha: Maze Runner: Prova de Fogo (filme)

Título Original: Maze Runner: The Scorch Trials

Título Nacional: Maze Runner: Prova de Fogo

Direção: Wes Ball

Gênero: Ação, aventura, ficção científica

Duração: 2h13min

Estreia: 17 de setembro de 2015







Os livros de Maze Runner são excelentes. Para mim eles são melhores que as sagas de Jogos Vorazes e Divergente, porque o nível é mantido em todos os livros, diferentes das outras séries, que começa a enjoar a cada livro que passa. Infelizmente os filmes não são tão bons assim. No caso dos filmes, os melhores são, sem dúvida, os da franquia Jogos Vorazes, por vários motivos: ótimas atuações, ótima construção visual e teórica do futuro, fidelidade aos livros, ótimos roteiros e direção. Isso tudo falta aos filmes de Maze Runner.

Se uma série de livros fez tanto sucesso e um estúdio compra os direitos para fazer a versão cinematográfica deles, porque não lhe fazem fiéis aos livros, para pelo menos agradar aos fãs? Tanto em Maze Runner: Correr ou Morrer, como nesse novo filme, muitas coisas foram mudadas. A história principal ainda é a mesma, mas as posturas dos personagens e os motivos dos acontecimentos são diferentes. Deram muita liberdade criativa aos roteiristas. Eles escrevem a história do jeito que querem, pegando apenas os principais elementos. No fim, a história do roteiro leva ao mesmo lugar que a história do livro, mas o percurso para chegar lá é diferente.

Transformaram Prova de Fogo de uma 2ª fase de testes para uma fuga dos oprimidos que continuam sendo perseguidos pelos opressores. Para quem é fã dos livros e para quem não é fã, mas gostou do que leu, esses filmes são decepcionantes pela falta de fidelidade. Se a história dos livros fossem ruins, mas tivessem potencial, a adaptação radical seria compreensível, mas esse não é o caso de Maze Runner.

E mesmo sem fazer nenhuma comparação com o livro, Maze Runner: Prova de Fogo ainda é um filme razoável. Tem bons momentos, que dão muita tensão e sustos no expectador, principalmente na primeira metade, mas tem momentos não tão bons assim. Infelizmente, ele não chegou no nível dos filmes de Jogos Vorazes e nem dos próprios livros.

Em comparação com o primeiro filme, este está mais sombrio (assim como acontece no livro) e traz elementos de horror. Por isso se você é uma pessoa sensível, já vá preparado para o que poderá ver.

O Thomas de Dylan O'Brian soa artificial na sua liderança e nas suas decisões, não só neste filme, mas também no primeiro. Esse Thomas não é carismático e não convence. A culpa, é claro, não é dele, e sim do roteiro.

Nota: