segunda-feira, 19 de outubro de 2015

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Resenha: Aquaman (Os Novos 52)

Aquaman é um personagem pouco conhecido. Você só ouviu falar dele e sabe que ele tem algo a ver com água. Se você assistia aos desenhos animados quando criança sabe um pouco mais sobre ele. Mas ele nunca foi um herói considerado importante e poderoso. Na verdade, ele sempre era alvo e gozações. Também né, teve uma época que ele andava num cavalo-marinho! Desse jeito já é de se esperar que tenham gozações e críticas. Não dá para levar o Aquaman a sério.

Aquaman de Ivan Reis

E foi justamente nesse peso negativo que o herói tem, que Geoff Johns teve que trabalhar. A sua missão foi dar uma nova cara a um dos heróis mais conhecidos e importantes da DC Comics (aliás, para ele estar na Liga da Justiça não deve ser qualquer um!), mostrar que ele pode ter boas histórias, pode ser forte e vencer muitos inimigos. O desenho de Ivan Reis (da edição 1 à 13) ajudou nisso, não mostrando o Aquaman como um cara fraco e ridículo. A partir da edição 15 os desenhos são de Paul Pelletier, que também são ótimos.

Nas primeiras edições Geoff Johns aproveitou as piadas e esteriótipos que se tinham sobre o Aquaman (talvez verdadeiras, em HQs do passado) para esclarecer tudo e mostrar que Aquaman é um herói sério. Ele não se comunica com os peixes, e pode comê-los.

Assim como em Mulher-Maravilha, eu não conseguia deixar de ler as revistas, de tão boas que são. As histórias são muito bem escritas, apresentam muito bem os personagens, a história do Aquaman, a história de Atlântida, e ainda consegue unir tudo com o mundo da superfície.

Essa revista, considerada uma das melhores dos Novos 52, conquistou muita gente, inclusive eu. Aquaman teve o seu valor provado por aqui, e mostrou que pode ser tão bom quanto qualquer outro dos heróis, tanto na superfície quanto na Atlântida. É uma ótima HQ.

A partir da edição 26 o roteiro é de Jeff Parker, que mantém o nível e o estilo das histórias de Geoff Johns, o que é bom para a revista, que não tem uma mudança em sua qualidade e nem em sua narrativa, algo que já percebi que é comum nos quadrinhos quando se troca de roteirista.

Depois de ler esses quadrinhos virei fã do Aquaman e irei acompanhá-lo sempre.

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