sábado, 19 de dezembro de 2015

Categorias:
,

Resenha: The Flash – 1ª temporada


The Flash começou com um ótimo episódio piloto, que fez todo mundo ficar ansioso pelos próximos episódios. Ainda me lembro que esse episódio foi vazado na internet em junho de 2014, quatro meses antes da sua estreia na TV. Querendo ou não, isso deve ter contribuído com a ansiedade das pessoas em acompanhar a série. Ao mesmo tempo, porém, o piloto sugeriu que o resto dos episódios teria a mesma estrutura de Smallville, que em cada episódio é mostrado um vilão que é derrotado, e a única coisa que liga todos os outros episódios é um romance bobo e impossível. Para quem não gosta de Smallville (como eu) esse era um motivo de preocupação.

Nos primeiros episódios essa estrutura foi concretizada, mas felizmente, ela durou pouco (até o 6º episódio, mais ou menos). Depois disso, os vilões dos primeiros episódios voltaram ao longo da temporada em outros contextos.

De modo geral, os episódios são bons, mas não surpreendentes. Às vezes eles são regulares. Os personagens coadjuvantes tiveram chance de se desenvolver, mas não ficaram vários episódios seguidos com seus dramas, como aconteceu na 3ª temporada de Arrow. Eles foram bem desenvolvidos, todos tiveram as suas oportunidades, mas não roubaram a cena de Barry, o que é bom.

A partir do episódio 15 foi que percebi uma grande melhora na qualidade dos episódios. Esse episódio ficou sensacional e nele acontecem várias coisas de ficar de boca aberta (para o bem ou para o mal). Nem a season finale ficou tão boa quanto esse episódio, na minha opinião. Infelizmente, depois dele, nem todos os episódios ficaram no mesmo nível. Eles voltam a ter o nível de antes, um pouco abaixo do esperado. Não que sejam ruins, mas poderiam ser melhores. Em compensação, a maioria dos episódios depois do 15 são bons, e numa qualidade melhor do que o que vinha sido apresentado antes.

O principal erro da série foi não dar o foco necessário ao Flash Reverso no momento certo. Acontecia assim: em um episódio eram feitas grandes revelações, e no próximo, quando você esperava que ia continuar de onde parou, ele lhe jogava um balde de água fria e voltava a falar de vilões “básicos”, aqueles de nível C e D. Isso quebrava totalmente a expectativa que tínhamos em saber o que iria acontecer com o vilão principal. Não foi uma boa estratégia porque isso quebrava a narrativa. E não foi algo que aconteceu uma vez só, e sim várias vezes ao longo da temporada.


O último episódio é inconclusivo (ele acaba no meio de uma cena de ação), o que, imagino, deve ter sido desesperador para quem estava assistindo na época e teve que esperar quase cinco meses para o lançamento da próxima temporada para, então, saber o que aconteceu. O último episódio foi bom, e a estratégia usada foi diferente da que eu estava acostumado com Arrow, que sempre fecha a história no último episódio.

The Flash se mostrou uma boa série, mas com altos e baixos. Em alguns momentos, é apresentado ótimos episódios, e em outros, episódios medianos. Isso prejudicou o desempenho da temporada como um todo, mas não a ponto da série ser chamada de ruim.

Nota: