sábado, 2 de janeiro de 2016

Categorias:
,

Resenha: Alias

Se você gostou de Jessica Jones, então também vai gostar de Alias, os quadrinhos usados como base para a série da Netflix. Essa é uma HQ diferente das outras. Ela é da Marvel, mas faz parte de um selo chamado Max, que é uma linha que publica histórias para adultos. Alias foi a primeira HQ a ser publicada com esse selo. Não deu muito certo e é por isso que foram publicadas apenas 28 edições da revista. Mas depois da série, acredito que seja só questão de tempo para que ela volte a ser publicada. Também tem a questão do interesse do público em querer ler uma HQ de Jessica Jones para conhecer mais sobre a personagem que viu na série.


Mas é importante dizer que existem diferenças entre as duas mídias. Nos quadrinhos, Jessica está totalmente integrada com o resto do universo da Marvel, e um exemplo disso é que ela tem como melhor amiga Carol Danvers, que na época em que foi publicada a HQ, era a Miss Marvel, e hoje é a Capitã Mavel. Na série ela não é citada e dá lugar a Trish, uma personagem que não existia nos quadrinhos e que foi criada para substituir Carol Danvers (para poder se encaixar com o MCU, já que a Capitã Marvel ainda não foi lançada – e mesmo se já tivesse sido, essa conexão entre as duas seria difícil). Nos quadrinhos Jessica Jones já foi uma heroína e já trabalhou com os Vingadores, mas por causa de um problema, decide deixar essa vida para ser uma detetive particular. Essa história não é contada cronologicamente, mas aos poucos. Ao longo das edições é que a história do seu passado vai sendo revelada.

Escrita por Brian Michael Bendis, a HQ passa a primeira metade das edições com o foco só em Jessica resolvendo casos para os quais foi contratada. Na outra metade é que é contada a sua origem. Os desenhos de Michael Gaydos são simples, pouco detalhistas, e usam cores mais escuras, para dar o tom sombrio. A disposição das ilustrações também é diferente, sendo repetido o mesmo quadro várias vezes durante uma situação, como os momentos em que ela está parada ouvindo o cliente contar sua história, ou conversando com alguém.

Quadros de desenhos repetidos numa conversa de Jessica Jones com Carol Danvers

Não gostei da quantidade de palavrões. Eles são usados demasiadamente e sem motivo. Parece que só porque a HQ está numa linha em que pode ser colocado certos conteúdos, o roteirista fica colocando palavrões a todo momento, como se estivesse dizendo “aqui pode!” .

Achei várias falas engraçadas, mesmo as histórias não tendo esse cunho humorístico.

De modo geral, Alias é uma boa HQ. Ela tem uma identidade própria, desde a personagem em si, que é diferente dos outros personagens da Marvel, das suas histórias e o modo como elas são contadas, até as ilustrações. É recomendada para quem quer ler uma história mais forte e adulta, e também para quem gostou da série Jessica Jones e quer conhecer mais sobre a personagem nos quadrinhos.

Nota: