segunda-feira, 28 de março de 2016

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Resenha: Agent Carter – 2ª temporada


Frase de destaque: Aprendi que imaginar o que poderia ter sido não é o jeito de se viver.

A segunda temporada de Agent Carter ficou melhor que a primeira, muito melhor. A temporada anterior se concentrou em fazer de Peggy uma agente de valor, uma agente respeitada por todos os outros e não apenas uma secretária. A temporada anterior mostrou Peggy tentando vencer o preconceito contra as mulheres existente naquela época. Nessa segunda temporada ela já não precisa mais provar nada. Ela já tem a confiança de todos, e os outros agentes não só confiam nela como também lhe reconhecem e lhe elogiam. Claro que não são todos, até porque seria bom demais se fosse verdade.

Eu disse na resenha da 1ª temporada que gostei dos últimos episódios e que queria que a próxima temporada tivesse o mesmo nível deles em todos os episódios. E teve. São episódios com ação, investigação, e com Carter sendo a principal. Foi tudo isso o que fez essa temporada ser melhor que a primeira.

Uma diferença entre as duas temporadas é que nesta foi introduzido elementos sobrenaturais e de alta tecnologia, daqueles que só encontramos em ficção. Não é contraditório falar em tais tecnologias na década de 40 que nem sequer existem hoje em dia, porque essa série faz parte do Universo Cinematográfico da Marvel. Vemos que os filmes se passam nos dias de hoje, mas por terem ficção científica, têm tecnologias que não existem na vida real. Então não é nenhum absurdo acreditar que algumas grandes tecnologias que não temos hoje na vida real já existam na década de 40 em Agent Carter.


O item sobrenatural, chamado de Matéria Zero, não é muito compreendido pelos personagens, e por isso ele é estudado cientificamente. Porém a produtora da série já disse em entrevista que a Matéria Zero é a Dimensão Negra presente nos quadrinhos do Doutor Estranho, mas que os personagens chamaram assim porque não sabiam o que era. E Agent Carter cumpriu com maestria o seu papel de explicar o que aconteceu antes de todo esse universo da Marvel que conhecemos do cinema, e nesse caso, antes mesmo de estrear um filme, já que Doutor Estranho só estreia em novembro desse ano (2016).

Os efeitos estão muito bons. Todas as atuações são ótimas. A única crítica que eu tenho é na pouca aparição de Howard Stark. Ele mostrou um avanço na sua relação com Peggy, mostrando ter certa intimidade, pois já a conheceu antes e já trabalharam juntos duas vezes. Eles confiam um no outro e se dão bem. Mas, apesar disso, ele apareceu em poucos episódios, podendo ter aparecido em todos e ter o seu desenvolvimento com Peggy continuado. Não gostei da sua pouca participação porque ele é um personagem importante para o universo da Marvel. Ele, junto com Carter, fundaram a SHIELD. No lugar dele foi colocado outro cientista, da RCA, o que não faz sentido se você tem o Howard em pessoa para trabalhar nos casos. Espero que ele apareça mais nas próximas temporadas.

Fora isso, essa foi uma excelente temporada. Exatamente do jeito que eu queria que fosse.

Nota: