quarta-feira, 25 de maio de 2016

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Resenha: A Corrente do Bem

A Corrente do Bem - Capa DVD nacionalTítulo Original: Pay it Forward

Título Nacional: A Corrente do Bem

Direção: Mimi Leder

Gênero: Drama, romance

Duração: 2h03min

Estreia: 12 de outubro de 2000

 

 

 

 

 

Frases de destaque: “Acho que algumas pessoas têm muito medo de pensar que as coisas podem ser diferentes. O mundo não é exatamente uma porcaria. Mas acho que é difícil para certas pessoas que estão muito acostumadas com as coisas como elas são, mesmo ruins, mudarem. E aí... elas desistem, e quando desistem, todos… todos perdem.”

“É difícil, não dá para planejar. Bem, tem que olhar para essas pessoas, sabe? Ficar de olho nelas, protegê-las, porque nem sempre elas sabem do que precisam. É sua grande chance de concertar uma coisa, e não é como concertar sua bicicleta. Você pode concertar uma pessoa.”

Há seis anos eu assisti pela primeira vez A Corrente do Bem. Eu tinha 14/15 anos, e o filme foi passado na escola. Eu não cheguei a ver até o final porque não deu tempo, mas lembro que eu tinha adorado o filme. Hoje, quando reassisti, já não tive mais esse mesmo sentimento, talvez porque naquela época eu estava descobrindo o gênero de drama (até então eu só assistia filmes infanto-juvenis de comédia, aventura e alguns poucos de ação), e talvez também por hoje eu ser mais crítico e prestar mais atenção à detalhes que antes não prestava.

A Corrente do Bem tem uma ideia original e bonita, mas não a desenvolveu bem. A primeira metade do filme é feita de cenas de várias histórias e personagens, e todas essas cenas são muito paradas. Falta emoção e ritmo. Na segunda metade é que existe mais um pouco disso.

O filme, que é do ano 2000, ainda tem um estilo antigo, que era a forma antiga de fazer filmes das décadas anteriores (isso só veio ser melhorado anos mais tarde).

O filme tem dois grandes problemas: a edição de cenas e a trilha sonora. Uma edição bem feita poderia contribuir para que tramas secundárias não ocupassem tanto tempo, e para que se desenvolvessem mais rapidamente. Várias cenas são repetitivas e servem mais para dar tempo ao filme. Elas poderiam ser cortadas, e assim só ficariam as que realmente fossem importantes. A edição é responsabilidade do diretor, e Mimi Leder falhou nisso. Quanto a essas cenas repetitivas, chegamos a outro problema: o roteiro. Essas cenas não existiriam se não fossem escritas. As indecisões dos personagens e o vai e vem poderia cair bem numa novela ou série, mas num filme não fica legal, porque parece que a maior parte dele foi apenas disso, e a parte realmente importante foi menor.

A trilha sonora é ruim porque não dá o tom que o filme precisa. É uma trilha sonora leve, e algumas vezes são usadas músicas, o que não fica bom porque elas não combinam com as cenas em que aparecem. Uma trilha mais pesada, para ser usada num filme de drama como esse cairia muito bem, e faria ele ficar melhor, porque o tom do filme seria outro. Mas isso só funcionaria se a edição e o roteiro fossem revistos, porque como disse no parágrafo anterior, existem cenas e tramas secundárias muito longas e repetitivas, que não acrescentam nada no filme como um todo.

Fora isso, A Corrente do Bem é um ótimo filme. A ideia proposta por Trevor, o personagem principal, é utópica, porque sempre vai ter alguém que não vai passar para frente, mas se você pensar que pode fazer a sua parte, o mundo poderá ficar melhor. Talvez não o mundo inteiro, mas o mundo da pessoa que você ajudou, sim. O mundo dos seus vizinhos, amigos e familiares (ou até mesmo a de um estranho!), sim. É algo a se pensar, e não só pensar, mas também a se colocar em prática. Se você gostou desse filme, deveria colocar essa ideia em prática agora mesmo! (Agora releia as frases de destaque, no início da resenha).

Gostaria que um dia alguém fizesse um remake desse filme. Ele tem uma ideia bonita, uma história muito boa, com tramas secundárias também muito boas (apesar de mal trabalhadas). Existe muito potencial nele, e se fosse feito da forma correta, poderia ser um sucesso. Espero que algum diretor, roteirista e estúdio pensem nisso (já que estamos vivendo na era dos remakes e reboots). Seria bom ver Haley Joel Osment de volta, mas dessa vez no papel de Eugene Simonet. Ele fez o papel de Trevor muito bem, e é um ótimo ator. Não sei porque ele já não é mais tão conhecido hoje quanto era antes e nem porque ele não faz mais grandes filmes como fazia quando era criança.

Nota: