segunda-feira, 6 de junho de 2016

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Resenha: Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

Zootopia - Pôster nacionalTítulo Original: Zootopia

Título Nacional: Zootopia – Essa Cidade é o Bicho

Direção: Byron Howard e Rich Moore

Gênero: Animação, família, comédia, aventura

Duração: 1h48min

Estreia: 17 de março de 2016

 

 

 

 

 

Frase de destaque: Quando eu era criança, pensei que Zootopia fosse um lugar perfeito. Onde todos se davam bem. Onde todos podiam ser o que quisessem. Acontece que a vida real é um pouco mais complicada do que uma frase em um para-choques. A vida real é confusa. Todos temos limitações. Todos cometemos erros. Sendo otimista, isso significa que todos temos algo em comum. E quanto mais tentarmos entender um ao outro, melhores pessoas nos tornaremos. Temos de tentar. Não importa que animal você é. Desde o maior elefante, até a primeira raposa. Eu imploro: tente. Tente fazer do mundo um lugar melhor. Olhe para dentro de si mesmo e reconheça que a mudança começa com você. Começa comigo. Começa com todos nós.

Zootopia não é só um filme que diz que você deve acreditar nos seus sonhos e em si mesmo. É um filme que faz críticas à sociedade, aos nossos modelos, regras sociais e preconceitos. É um filme que fala de alguns dos problemas atuais da sociedade. Temos um modelo pré-estabelecido para tudo, que não são leis e nem regras escritas, mas sim modos de viver que impomos a nós mesmos e nos obrigamos a cumprir. Isso termina deixando algumas pessoas infelizes, por quererem fazer coisas que não podem. No caso do filme, isso é retratado com dois personagens: Judy, a coelha que queria ser policial, mas que segundo as regras da sociedade, não poderia ser, e tinha como destino ser fazendeira; e Nick, uma raposa que queria ser escoteiro, que queria fazer algum bem para as outras pessoas, mas devido à exclusão e desconfiança que a sociedade impunha à sua “categoria”, o que lhe restava fazer eram coisas erradas (não que isso justifique, claro).

Será que isso ainda não acontece na sociedade real? Sim. Ainda existe preconceito com os negros. Ainda existem diferenças salariais entre homens e mulheres. Ainda existem classes sociais desprivilegiadas. Ainda existem pessoas que recebem um tratamento diferente, seja para melhor ou pior, dependendo de como aparentam ser, ou do dinheiro que têm. É uma sociedade que prioriza apenas as aparências, o poder, o dinheiro, as influências. Uma sociedade que se diz moderna, mas ainda vive com preconceitos antigos enraizados dentro de si, mesmo que não admita.

E dentro de uma aventura de busca aos bandidos, o filme passa a mensagem para não desistir dos seus sonhos, mesmo que a sociedade diga que isso não é para você. Você tem que tentar. E ainda diz para deixarmos de pré-julgamentos, pois as pessoas não são o que aparentam ser. Os bons podem ser maus, e os maus, bons. Temos que dar uma chance para as pessoas se mostrarem que elas são de verdade.

Sobre o filme em si, tecnicamente ele não apresenta nada fora do comum. Tirando a parte da crítica e da mensagem que o filme deixa, que já foi falada aqui, a história é simples. Tem algumas reviravoltas e surpreende o expectador, mas nada demais. Não gostei de algumas insinuações que eles fazem com alguns personagens. Dentre as cenas que não gostei está aquela do clube naturista. Levando em consideração que este é um filme infantil, esse é um tema que não tem para quê ser abordado, já que não acrescenta nada à história e ainda pode deixar as crianças curiosas.

Nota: