segunda-feira, 11 de julho de 2016

Resenha: Superman (Os Novos 52)

As histórias escritas por George Pérez, que vão até a edição 6, são boas, mas cada edição mostra um vilão diferente, o que é um pouco chato. Eu esperava que cada edição acabasse como uma história incompleta que seria continuada na próxima, assim como vi em Mulher-Maravilha e Arqueiro Verde. Existe sim uma continuidade nas histórias, mas por cada edição ter um vilão diferente e o Superman conseguir derrotar todos facilmente, parece que cada edição funciona independente, e mesmo a história sendo boa, não sinto vontade e nem me sinto motivado a ler a próxima edição. Os desenhos de Jesús Merino são ótimos.

Superman - Jesús Merino

Superman de Jesús Merino

Gostei da armadura de tecnologia kriptoniana do Superman, invenção que surgiu junto com Os Novos 52. Isso dá uma renovada e atualizada no herói.

A partir da edição 7 as histórias passam a ser escritas por Dan Jurgens com o desenho de Keith Giffen. As histórias são mais ou menos como as de George Pérez, mas são melhores na questão da continuidade entre uma edição e outra. Gostei mais de Dan Jurgens. Os desenhos mudam um pouco. Eu preferia o anterior, mas esses também são ótimos.

A partir da edição 13 a equipe criativa muda e Scott Lobdell é quem escreve, e Kenneth Rocafort desenha. Sinto que as histórias de Scott Lobdell são mais parecidas com as de George Pérez, o que me desanima um pouco. Os desenhos de Kenneth Rocafort são bons, mas eu preferia os anteriores.

Os quadrinhos do Superman têm um problema porque ele sempre está se interligando com outras revistas. Muitas vezes ele faz referências a Action Comics, e também à Supergirl e Superboy, o que é ruim, porque você meio que é obrigado a acompanhar todos esses títulos para entender uma história, como no caso do arco He'l: Inferno na Terra (edição 14 à 17), apesar desse ser um ótimo arco.

Depois de umas 13 edições desisti de ler as revistas do Superman (e já cheguei aí com sacrifício). Você começa a ler e depois enjoa porque ele fica repetitivo. Percebi que mesmo que o roteirista mude, as histórias são sempre assim, cada edição com um vilão diferente, que é muito forte e ataca Metrópolis do nada com o único motivo de chamar atenção do Superman, e sem nenhuma grande motivação, o que deixa tudo muito superficial (apesar que as histórias de Dan Jurgens são melhores que as de George Pérez). As histórias são medianas, e eu realmente não estava animado a ler todas as revistas até a edição 40, edição que antecede o reboot que veio depois dos acontecimentos de Convergência. Mesmo depois do reboot não tive ânimo de voltar.

Nota: