segunda-feira, 4 de julho de 2016

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Resenha: X-Men: Apocalipse

X-Men - Apocalipse - Pôster nacionalTítulo Original: X-Men: Apocalypse

Título Nacional: X-Men: Apocalipse

Direção: Bryan Singer

Gênero: Ação, ficção científica, fantasia

Duração: 2h24min

Estreia: 19 de maio de 2016

 

 

 

 

 

Atenção: esta resenha contém spoilers!

Depois de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido eu esperava algo no mesmo nível em X-Men: Apocalipse, mas ele não me agradou tanto quanto o outro e nem tanto quanto X-Men: Primeira Classe. O motivo é simples: ele mudou o tom de discussão política que os outros dois filmes trouxeram, para o tom religioso que o vilão Apocalipse apresenta. Não gostei de como ele soa fatal no seu modo de falar, de como não precisa de esforço para nada, e nem da sua ligação religiosa, dele se achar um deus e de transferir a sua consciência para outro corpo e continuar vivendo. O vilão e sua construção e desenvolvimento é o pior do filme, o que quer dizer que para mudar isso teria que mudar o vilão e o filme inteiro.

Ciclope e Noturno foram bem introduzidos, melhor do que tinham sido das outras vezes (Ciclope em X-Men Origens: Wolverine, e Noturno em X-Men 2). Jean deixou de ser uma aprendiz do Professor Xavier para realmente se mostrar mais poderosa que ele, e foi ótimo mostrar isso agora, pois se eles quiserem repetir a história da Fênix (que foi contada em X-Men: O Confronto Final), começaram bem, dizendo que ela não consegue se controlar e que ela sente algo de ruim dentro dela.

Michael Fassbender continua ótimo como Magneto, e a sua vida no início do filme me surpreendeu. Mas, mesmo ele tendo boas cenas, cansei de vê-lo, porque é sempre a mesma coisa. Ele é mal, mas tem um pouco de bondade. Ele não acredita em Xavier, mas depois volta a acreditar de novo. É sempre tramas repetitivas. Acho que seu arco foi muito bem desenvolvido nos dois primeiros filmes, onde ele ficou estabelecido como vilão, e daria para ter parado por ali, apenas mostrando o seu rumo nesse novo filme, mas sem precisar desenvolvê-lo ainda mais (até porque não tem mais o que desenvolver, tanto que tive essa sensação de repetição). Espero que se for para ele aparecer em algum próximo filme que seja como um herói, porque esse negócio de mudar de lado não tem mais graça e cansa.

Mística aparece pouquíssimo azul porque Jennifer Lawrence se sentia desconfortável em ficar daquele jeito. Então a personagem que defendia o orgulho dos mutantes agora só quer ficar com sua aparência de humana porque diz que a humanidade tem preconceito com os mutantes, mesmo dizendo que os aceita. Isso ainda foi estendido a Hank, o Fera, que também já tinha resolvido que iria ficar azul. Isso foi feito porque os atores têm que aparecer.

A situação de Mística por pouco não se tornou chata como a de Magneto, com o seu pé lá e pé cá. Ela não queria mais viver com Charles porque não se identificava com seus ideais, e ainda diz que aquela nunca foi a sua casa (quanto mal agradecimento!). Ela parece se identificar mais com o lado de Magneto, mas ao mesmo tempo tem consciência que ele é errado, por isso decide ficar sozinha. Ela age como heroína sozinha, mas não quer ser reconhecida por isso. No final do filme ela finalmente volta para a casa de Charles, se oficializa uma heroína e ainda passa a treinar os novos mutantes. Ela volta a ficar azul, só que de roupa (e ninguém sabe o porquê). Bem, pelo menos parece que ela ficou bem resolvida aqui, apesar que sabemos que na Fox tudo pode mudar. Então não seria nenhuma surpresa se ela e Magneto traíssem o Professor Xavier novamente. A minha opinião é que os dois deveriam ficar do lado de Xavier, por causa do seus históricos juntos.

Então, esses problemas falados aqui fazem de X-Men: Apocalipse um filme mediano, que não entrega aquilo que se espera depois de assistir o excelente X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, porque muda o tom e o estilo que vinha sido trabalhado, e fazem de Mística e Magneto personagens repetitivos. Mas o problema maior está com o vilão Apocalipse e sua abordagem religiosa, que é o que sustenta o filme inteiro. Isso é um pouco decepcionante.

Nota: