quarta-feira, 3 de agosto de 2016

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Resenha: A Lenda de Tarzan

A Lenda de Tarzan - Pôster nacionalTítulo Original: The Legend of Tarzan

Título Nacional: A Lenda de Tarzan

Direção: David Yates

Gênero: Aventura, ação

Duração: 1h50min

Estreia: 21 de julho de 2016

 

 

 

 

 

 

A Lenda de Tarzan tenta ser grande. Tem luta com exércitos de homens e de animais, destruições e explosão. É uma história de aventura que tem suas explicações e diz quais são as motivações dos personagens, mas que achei pobre e rápida demais. A sensação que senti foi que eles tiveram a necessidade de criar uma história grandiosa para fazer de Tarzan um herói, mas que terminou ficando exagerada e artificial, porque ela não consegue passar para o expectador a emoção dos personagens. Eles apenas estão ali, mas você não se identifica com eles, e não consegue nem sequer torcer por eles. O roteiro é ruim, e a direção também é.

Os animais são artificiais. Os gorilas, por exemplo, tem o rosto real e bem feito, mas os seus movimentos são bem ruins, e não passam naturalidade. Você percebe que é computadorizado. Isso se estende ainda aos movimentos de Tarzan quando ele está se balançando nas cordas. Eles são bons, mas artificiais. E poucos. As cenas de ação são poucas, e não são boas.

Falando em cenas de ação, Tarzan é mostrado como um homem com força acima do comum, o que é difícil de aceitar, porque apesar de ter sido criado na selva, ele ainda é um homem comum, e não tomou nenhum soro do supersoldado para ser tão forte. Ele corre rápido como os animais, briga com gorilas sem morrer, leva tiros, aguenta explosões e nada acontece. E em brigas com outros homens mais parece o Capitão América com sua força fora do comum. Para mim esse foi mais um ponto negativo porque só deixou o filme ainda mais artificial.

O filme tem algumas piadas, que vem de George Washington Williams, personagem de Samuel L. Jackson, que é desperdiçado nesse filme com um papel qualquer.

Não tem como não comparar com Mogli – O Menino Lobo, que segue a mesma premissa de um menino que foi criado por animais. Mas a diferença entre os dois filmes é gritante, porque apesar de Mogli ser um filme infantil, as suas histórias e aventuras são bem melhores e mais convincentes do que essas de A Lenda de Tarzan, sem falar nos efeitos dos animais e da floresta que são um espetáculo, deixando a selva de Tarzan no bolso. O que estou querendo dizer é que como Mogli era um filme infantil, a Disney poderia não ter investido tanto assim, não é mesmo? Já a Warner tem um personagem clássico e faz um filme meia boca. A Disney deu um banho na Warner e mostrou como é que se faz.

A Warner deveria rever seus conceitos sobre como deve fazer esses filmes que são releituras com novas histórias de personagens clássicos, porque até aqui eles não estão dando certo ou em críticas ou em bilheterias, ou nos dois, como Peter Pan, que também teve um roteiro fraco e a bilheteria não foi boa.

Nota: