segunda-feira, 15 de agosto de 2016

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Resenha: Quem Pensa Enriquece

Quem Pensa Enriquece - Napoleon Hill - capaTítulo: Quem Pensa Enriquece

Autor: Napoleon Hill

Editora: Fundamento

Número de páginas: 248

Ano: 1937

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Quem Pensa Enriquece é um livro antigo, por isso algumas palavras cultas podem dificultar a leitura, mas nada que atrapalhe. Por causa da sua antiguidade vemos também exemplos de homens bem sucedidos que nunca ouvimos falar (pelo menos eu nunca tinha ouvido falar de nenhum deles, exceto Ford), o que termina não nos inspirando tanto quanto deveria. Essas características me lembraram muito o livro Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas.

Uma coisa que eu não gostei nesse livro é que as técnicas que ele ensina para ganhar dinheiro, apesar de simples e fáceis de fazer diariamente, lhe leva a ser obsessivo por dinheiro. A forma que ele fala, e que ele diz como o leitor deve fazer os exercícios recomendados é coisa que parece de louco. Só falta nos pedir para nos ajoelharmos diante do dinheiro e adorá-lo. E ele ainda pede para o leitor ler o livro pelo menos três vezes. Deve ser para que a lavagem cerebral fique firme e completa.

Poucas são as dicas realmente úteis, como a de ter uma ideia no que trabalhar (porque o dinheiro não vai vir sozinho), nunca desistir do seu objetivo, ser persistente, ter fé e ter pensamento positivo. Mas o resto das dicas são dadas da forma que eu disse no parágrafo anterior. E chegam a ser repetitivas, cansando a pessoa que está lendo.

Na introdução é falado com muito entusiasmo sobre os princípios e “o segredo”, mas quando continuamos a ler, ele começa a ficar chato.

Ele faz você pensar que é autossuficiente, coisa que não é verdade. Você tem que ter fé, mas fé em quem? Em você mesmo! Você tem que ler todos os dias em voz alta os seus objetivos até decorar e se imaginar de posse dele. Essa leitura serve para que a nossa mente se conecte com a “Inteligência Infinita”, que nos dará ideias para trabalharmos e alcançarmos o dinheiro que queremos. Mas isso não é uma oração (a Deus)?

Ele tenta mostrar que você é autossuficiente, mas o que ele faz é uma adaptação de práticas religiosas para o meio científico. A verdade é que ninguém é autossuficiente. Todos precisamos um do outro e também precisamos de Deus.

Ele também vem com uma ideia que você pode passar pensamentos de sua mente para a de outras pessoas (telepatia), só não diz como (é claro, porque isso só existe na ficção). Mas diz que se a pessoa não acredita nisso é porque não vem praticado os hábitos descritos ao longo do livro. Não parece coisa de louco?

O autor sempre pede para você reler o livro várias vezes. Parece até que é para forçar mesmo você a ser convencido de tudo o que é falado.

Ele também é um livro muito repetitivo, fala de um mesmo tema em vários capítulos diferentes. Quando você vai para o próximo capítulo e vê aquele tema de novo percebe que ele é feito só de inchação de linguiça.

Abaixo você lê um parágrafo do livro:

Um editor de livros de baixo preço fez uma descoberta de bastante valor para editores. Descobriu que muita gente compra títulos e não o conteúdo dos livros. Pela simples mudança de título dos livros que não “vendiam”, as vendas desses livros subiam, num pulo, de mais de um milhão de exemplares. Não se mudava, de modo algum, o conteúdo do livro. Apenas se arrancava a capa, que trazia o título invendável, substituindo-a por uma nova, com título de valor para a “bilheteria”.

Quem Pensa Enriquece é um livro chato e com pouco conteúdo útil. O título é chamativo a atenção, mas o conteúdo é decepcionante (como no caso do exemplo que ele mesmo deu acima). Em muitos momentos pensei em desistir, mas resolvi continuar porque apesar desses pontos negativos de vez em quando ele vinha com algumas dicas realmente úteis, e algumas verdades. Mas no geral não recomendo a sua leitura.

Nota: