quarta-feira, 28 de setembro de 2016

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A Série Divergente: Convergente

A Série Divergente - Convergente - Pôster nacionalTítulo Original: The Divergent Series: Allegiant

Título Nacional: A Série Divergente: Convergente

Direção: Robert Schwentke

Gênero: Ficção científica, aventura, ação

Duração: 2h

Estreia: 10 de março de 2016

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A Série Divergente: Convergente acertou na condução da história, no ritmo e no tom. Desde que foi anunciado que o último livro da saga, Convergente, seria dividido em dois filmes, eu achei que foi uma má decisão, porque o terceiro livro é o mais chato da trilogia. Ele é muito dramático, repetitivo e a pouca ação que tem está no final. Por isso este filme me surpreendeu, porque ele criou novas situações que não tinham no livro, mas que não se distanciou ao que é proposto. Sem falar na criação de novas tecnologias que no livro não tem, para mostrar que o filme se passa no futuro, e que apesar do caos do mundo, existe uma elite governamental que tem ciência e tecnologia avançada. Dito isso, posso dizer que o visual do filme também está melhor que os filmes anteriores.

O foco da história é mais político, falando sobre controle e luta pelo poder, o que é ótimo, porque nos filmes anteriores toda a história sobre o mundo ainda tinha que ser dividida com o chato e grudento romance de Tris e Quatro. Aqui esse romance ainda aparece, mas sem ter tanta importância. O ritmo do filme também é muito bom, nunca deixando de ter ação. O que ajuda do ritmo também é a trilha sonora, que estimula a tensão no expectador. Esse é um grande avanço, porque em Divergente, o primeiro filme da franquia, foram usadas músicas agitadas e jovens, que nada tinham a ver com a história e com as cenas, como eu disse na resenha do filme.

O final do filme conclui um ato, mas você percebe que essa história ainda terá continuação, assim como aconteceu nos filmes anteriores. No começo ele relembra alguns fatos para situar o expectador, e a história tem começo, meio e fim. É uma história boa, mas de certa forma simples. É como se ainda faltasse alguma coisa.

Vejo que os filmes de Divergente tem atores muito bons, mas que são pouco explorados em seus papéis, como é o caso de Octavia Spencer e Miles Teller. Coitado é de todos os atores, que assinaram contrato para fazer filmes para o cinema, mas o próximo filme será lançado na TV. Essa foi a pior forma do estúdio mostrar que não está feliz com os resultados. Foi uma decisão drástica. Os problemas que fizeram o estúdio chegar a essa decisão são vários, mas isso é tema para outro post.

Pelo menos vejo um avanço a cada filme de Divergente que é lançado. O primeiro filme era sem personalidade e sem ação, o que terminou não convencendo; o segundo filme conseguiu mais ação, mas ainda focava no romance de Tris e Quatro (que apesar de ser uma das principais história dos livros, no filme não funcionou), e nesse terceiro filme é que as coisas melhoraram e ficaram boas, mas agora é tarde para um resultado melhor.

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Nota: