segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

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Resenha: Star Trek: Sem Fronteiras

Star Trek - Sem Fronteiras - Pôster nacionalTítulo Original: Star Trek Beyond

Título Nacional: Star Trek: Sem Fronteiras

Direção: Justin Lin

Gênero: Aventura, ação, ficção científica

Duração: 2h03min

Estreia: 1 de setembro de 2016

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Star Trek: Sem Fronteiras começa já tocando a clássica trilha sonora de Star Trek. Quando eu a ouço já coloco um sorriso no rosto (e olhe que nem sou fã de Star Trek, mas gosto mesmo assim). Mas não é só de trilha sonora clássica que um filme se sustenta. É o caso desse filme. Existia uma dúvida e apreensão quanto a ele, porque ele não seria mais dirigido por J.J. Abrams, apesar dele ter participado como produtor. No fim de tudo há quem tenha gostado muito do filme. Eu gostei, mas não tanto assim. Esperava mais.

Apesar da história ser original, ela consegue se manter dentro de tudo o que Star Trek representa. Mas o roteiro de Doug Jung e Simon Pegg é fraco por ser previsível demais. Ele constrói uma história que eu não chamaria de bem amarrada, e sim com todas as respostas e soluções sendo apresentadas no próprio filme. Você termina não percebendo ou não sentindo um esforço real dos personagens para conseguir o que querem porque tudo é facilitado pelo roteiro.

SPOILER: Exemplos do que estou falando: Spock e o Doutor Bones ficam juntos desde o início do filme porque Spock irá se machucar e precisará da ajuda de um médico; Scott encontra Jaylah, que coincidentemente mora numa antiga nave da Frota Estelar, e então Scott, como engenheiro, pode concertá-la; Jaylah tem armadilhas que depois serão usadas como arma para o resgate da Frota, assim como a moto; Uhura tem uma pedra como pingente de um colar, que quis devolver a Spock, mas ele se recusou a aceitar, e depois essa pedra é usada para rastrear o local onde a Frota está. A nave não funcionava, e Scott disse que não tinha como fazê-la voar, mas de repente ela já está voando.

Então são esses casos falados que deixam o roteiro fraco e previsível. O filme também dá mais destaque para o Doutor Bones e para Scott (Simon Pegg, que interpreta Scott, foi um dos roteiristas, então não dava para ser diferente), enquanto personagens mais fortes e que tiveram destaque nos filmes anteriores, aqui ficam apagados, como Chekov, Sulu e Uhura. Até Spock e o Capitão Kirk têm suas tramas mais básicas. As cenas de ação são poucas e não empolgam.

Star Trek - Sem Fronteiras

Fonte da imagem: Nem Um Pouco Épico

O que eu sinto é que o primeiro filme de Star Trek, de 2009, foi o melhor até aqui. O segundo (Além da Escuridão – Star Trek) não é tão bom quanto o primeiro, e é mais sombrio, mas tem uma história convincente, um vilão forte que faz você sentir a ameaça, personagens bem desenvolvidos e boas cenas de ação. Já o terceiro filme é o pior (ou menos melhor) de todos. É simples, fácil, superficial. Não explora toda as possibilidades e potencial que Star Trek tem a oferecer. De Star Trek eu prefiro antes um filme menos engraçado e menos leve, mas mais bem feito nas histórias, como os dois primeiros filmes, do que um filme mais leve e mais família, mas que tem o roteiro fraco e a direção não muito atuante.

Ainda assim dou essa nota porque gosto de Star Trek e dessa sua característica episódica, sem ficar deixando pontas para continuação. Os filmes são continuação um do outro, mas cada um conta histórias diferentes e separadas que têm início, meio e fim. E mesmo com os defeitos falados aqui, esse filme ainda funciona dessa forma (como uma história única), e querendo ou não, ainda é uma boa história de Star Trek, mesmo que mais simples. É um bom filme, mas poderia ser melhor, e sabemos disso. Só espero que para o próximo filme caprichem mais.

Nota: