sábado, 4 de fevereiro de 2017

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Resenha: À Beira Mar

À Beira Mar - Pôster NacionalTítulo Original: By The Sea

Título Nacional: À Beira Mar

Direção: Angelina Jolie

Gênero: Drama, romance

Duração: 2h02min

Estreia: 3 de dezembro de 2015

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Eu me entediei com À Beira Mar desde quando ele estava em seus 10 minutos. Só nesse pouco tempo já dava para perceber que a trama iria ser dramática e parada, não dando nenhum estímulo para que o espectador se interessasse em continuar assistindo. Quando já estava em 30 minutos, eu estava considerando desistir do filme. Mas fui continuando mesmo assim. Como já deu para perceber, eu não gostei do filme. Dirigido e roteirizado por Angelina Jolie, o filme tem um drama desinteressante e arrastado. As cenas são muito repetitivas, sempre sendo mostrada a mesma coisa várias vezes. Isso ajuda ainda mais a cansar do filme.

Os temas abordados no filme, de crise no casamento, inveja de outros casais, depressão e o motivo que levou Vanessa, a personagem principal, a isso, são interessantes, mas poderiam ser melhor trabalhados se o filme tivesse um roteiro mais bem desenvolvido e uma melhor direção. Ainda no início do filme você percebe que Vanessa é estranha, que tem algo de errado com ela. Ela tem depressão. Mas você só descobre o motivo disso nos últimos 13 minutos do filme. Durante o filme inteiro apenas as cenas são repetidas, os acontecimentos vão se repetindo, mas sem que nós saibamos o motivo de tudo aquilo estar acontecendo, e do motivo de Vanessa agir daquele jeito. Deixar a revelação do motivo dos problemas para o final funcionaria se o filme tivesse suspense, mas num filme de drama não funciona. O problema deve ser apresentado na primeira parte do filme, assim como o seu motivo, quando for necessário que ele seja explicado. No caso deste filme, se o motivo fosse apresentado desde o início, acredito que em nada mudaria ou melhoraria o filme, porque ele já é arrastado e mal construído por natureza.

Parece que o objetivo foi fazer um filme de arte, mas não gostei. Filmes de arte e independentes não necessariamente têm que ser arrastados e ter uma trama desinteressante. Fazer filmes mais lentos e que se passam em poucos cenários só para dizer que são filmes de arte ou independentes é se utilizar de um clichê do gênero, como se essas fossem características obrigatórias para que eles se diferenciem das grandes produções. Para À Beira Mar faltou uma melhor condução do drama dos personagens para que ficasse melhor para o público assistir, se interessar e se identificar. A única coisa que o filme consegue mostrar é como é difícil conviver com alguém em depressão, e manter o casamento mesmo assim.

Nota: