quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

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Resenha: A Qualquer Custo

A Qualquer Custo - Pôster nacionalTítulo Original: Hell Or High Water

Título Nacional: A Qualquer Custo

Direção: David Mackenzie

Gênero: Suspense, drama

Duração: 1h42min

Estreia: 2 de fevereiro de 2017

 

 

 

 

 

No começo eu estava achando A Qualquer Custo um filme um pouco parado, mas na continuação ele conseguiu me prender. As sequências dos assaltos, dos seus planejamentos, da vida dos dois assaltantes e o motivo de estarem fazendo isso, e a investigação dos patrulheiros acontecem constantemente, dando um bom ritmo ao filme e não cansando quem está assistindo.

As características dos moradores do Texas, onde se passa o filme, suas vestimentas e seus carros lembram muito o faroeste, e isso deixa o filme com ares diferentes dos filmes convencionais, o que é interessante de ver. Não tem como não falar da fotografia, que também colabora muito com essa semelhança com o faroeste, sempre filmando áreas verdes, de plantações e estradas de barro. A cor mostarda ou amarelo escuro prevalecem em quase todas as cenas por causa disso, e as outras cores usadas nos cenários e nas cenas são mais escuras e fechadas.

No final, A Qualquer Custo é melhor do que eu esperava. É uma aventura de roubos e investigação, mas que não é de ação propriamente, já que ele não foca em lutas ou nos roubos em si, e sim se preocupa em dar uma história aos seus personagens e em lhes dar um valor dramático para que o espectador consiga sentir que até mesmo os ladrões tem alguma importância ali. Ao mesmo tempo ele não é um filme pesado, mas sim um filme feito simplesmente para passar tempo e entreter. As atuações são todas boas, mas o destaque fica com Jeff Bridges (não à toa indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante).

Nota: