segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Categorias:

Resenha: Estrelas Além do Tempo

Estrelas Além do Tempo - Pôster nacionalTítulo Original: Hidden Figures

Título Nacional: Estrelas Além do Tempo

Direção: Theodore Melfi

Gênero: Drama, biografia

Duração: 2h06min

Estreia: 2 de fevereiro de 2017

 

 

 

 

 

Estrelas Além do Tempo conta a história real de três mulheres negras que trabalhavam na NASA e que tiveram que quebrar barreiras e o preconceito para conseguirem ser respeitadas e valorizadas. O plano de fundo do filme é sobre a corrida espacial entre Estados Unidos e Rússia durante a Guerra Fria, inclusive com algumas imagens reais sendo mostradas, o que dá mais credibilidade ao filme e ajuda a situar o espectador sobre o momento em que se passa a história.

Outro tema que também serve de plano de fundo e que é discutido é sobre a segregação racial presente nos Estados Unidos na década de 60. Algumas vezes esse tema é abordado de forma parecida com o que vimos em Histórias Cruzadas. Essas semelhanças só confirmam a verdade que esses filmes passam. Eles mostram como os negros eram desprezados pela sociedade, e mesmo aqueles com grande potencial e inteligência não eram tratados como os brancos. Para nós, do mundo atual, tudo isso soa inumano e desprezível. Para os negros da época isso era uma opressão, vivida há cerca de 100 anos desde que os escravos foram libertos. Para os brancos aquele era o estilo de sociedade aceitável, aquele era o certo, e eles ficavam escandalizados quando um negro entrava em sua área (coisa que também é mostrado no filme). Uma segregação racial que aconteceu depois que os escravos foram libertos é uma coisa, mas outra é isso ser aceito pelas gerações posteriores como algo normal e correto e durar até a década de 60! Se você parar para pensar, a década de 60 não faz tanto tempo que passou. Isso mostra que até um tempo desses os americanos negros ainda lutavam contra o fim da segregação e do preconceito (preconceito, aliás, que existe até hoje, mas agora minimizado e disfarçado).

As atuações são ótimas. O destaque fica para Taraji P. Henson, que faz Katherine, que é a protagonista do filme. As outras duas personagens também tem suas importâncias e histórias contadas, mas a maior ênfase é em Katharine, por isso a maior parte do filme fica com Taraji P. Henson. Mas, apesar de Katherine ter mais espaço, as outras duas personagens também têm seu espaço para contar as suas histórias, e você não fica com a sensação de que faltou alguma coisa para completar. O roteiro e a direção também foram muito bons, tanto nos diálogos, quanto na escolha e montagem das cenas necessárias para contar a história.

Nota: