sábado, 11 de março de 2017

Categorias:

Resenha: Até o Último Homem

Até o Último Homem - Pôster nacionalTítulo Original: Hacksaw Ridge

Título Nacional: Até o Último Homem

Direção: Mel Gibson

Gênero: Drama, guerra, biografia

Duração: 2h20min

Estreia: 26 de janeiro de 2017

 

 

 

 

 

Vi muita gente falando que Até o Último Homem era um filme forte porque era de Mel Gibson, mas não achei tão forte assim. A Paixão de Cristo é muito pior. Em Até o Último Homem o máximo que aparece são tripas e pernas abertas, além de pessoas sendo baleadas na cabeça. Mas não é tão ruim quanto parece, até porque não é assim o filme inteiro.

O filme, que é baseado numa história real, fala muito de Deus, porque é a crença de Desmond, o personagem principal, e a história inteira do filme gira em torno disso. Vi uma crítica de cinema falando mal desse aspecto do filme, dizendo que ela não gostou por aparecer tantas cenas de Desmond lendo a Bíblia. Mas, ora, se a fé em Deus de Desmond foi o seu maior causador de problemas e ao mesmo tempo foi o que lhe motivou a fazer tudo o que ele fez, e também foi quem lhe deu a força para ajudar os outros mesmo depois de tudo o que ele tinha passado, como não falar sobre Deus e sua religião no filme? Esse filme seria falso e hipócrita se o personagem principal fosse mostrado apenas um herói altruísta que resolveu fazer tudo aquilo apenas pelos seus ideais abstratos. Seria errado mostrá-lo como um homem forte e bravo que fez o que achava que era certo e pronto. Tudo o que aconteceu com Desmond, tudo o que ele fez e deixou de fazer foi por causa da sua fé em Deus. Tudo gira em torno disso, então sim, deve ser contado e mostrado no filme, e deve ter o devido destaque, que foi o que o roteiro de Andrew Knight e Robert Schenkkan e a direção de Mel Gibson fizeram.

Você percebe a diferença entre a primeira parte, que apresenta o personagem e sua família, e introduz o seu romance com Dorothy, e a segunda parte, que é a guerra. Na segunda parte você vê que o medo fica estampado na cara dos soldados e depois a única coisa que tem no filme são sons de tiros. Bem real, porque é assim que é na guerra. Depois ele para um pouco com o som intenso de tiros para dar espaço aos diálogos e à continuação da história.

A direção é muito boa. O visual e a fotografia também são muito bons. Existem alguns momentos clichês, tanto nos diálogos quanto nas cenas em si, mas não são muitos (ainda bem). Andrew Garfield está ótimo no papel, e deveria ter ganhado o Oscar de melhor ator, ao invés do sem sal do Casey Affleck.

Gostei do filme, lhe achei muito bom. Foi feito um belo trabalho aqui, e pelo que podemos ver nos vídeos que aparecem no final do filme com as pessoas reais dando seus depoimentos (parece que essas imagens foram extraídas de um antigo documentário), o filme foi bem fiel à história real, o que é ótimo.

Nota: