segunda-feira, 17 de abril de 2017

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Resenha: Cidade dos Etéreos

Cidade dos Etéreos - Ransom Riggs - CapaTítulo: Cidade dos Etéreos

Autor: Ransom Riggs

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 384

Ano: 2016

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Cidade dos Etéreos continua a história exatamente onde O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares parou. Os acontecimentos, que duram cerca de três dias e são contados no livro inteiro, são cheios de aventuras e situações intrigantes.

Uma diferença entre este livro e o anterior é que o suspense diminuiu um pouco, e a característica sombria do primeiro livro, que até causava um medo, nesse segundo livro não existe. Isso foi um pouco decepcionante porque é justamente pelo suspense e pela narrativa sombria que o livro anterior era tão bom. Talvez isso tenha acontecido porque eu já estava acostumado com os personagens, com os monstros e com o mundo em que tudo se passa, perdendo a característica da novidade e surpresa, porque neste livro não existem grandes revelações, e não existem coisas novas que nos deixam de boca aberta. Alguns novos personagens surgem, mas você não é surpreendido com eles, porque eles condizem com a narrativa e com o universo construído por Ransom Riggs.

Mas também talvez seja pela mudança na forma de escrever do autor. Eu percebi que no primeiro livro ele criava histórias a partir das fotos, enquanto no segundo as fotos apenas ilustram as histórias que ele já tinha escrito, o que faz sentido porque depois de um livro onde tudo já está estabelecido, é natural que ele já tenha um caminho pronto para o qual os personagens devem ir. E no final do livro tem uma entrevista com Ransom Riggs em que ele confirma isso. Outra coisa que pode ter tirado esse suspense é o autor ter ficado apenas dentro do que já foi estabelecido no livro anterior. Ele expande, mas nada causa surpresa ou espanto.

Eu estou lamentando por isso porque para mim essas eram as principais características do primeiro livro, e que foram perdidas neste, o que lhe transformou em uma aventura genérica com adolescentes. Outro ponto é que nesse livro as resoluções das tramas aparecem sempre no momento certo, porque é conveniente que seja assim. A ajuda sempre aparece no momento em que os personagens mais precisam, e os grandes mistérios são resolvidos tão facilmente, que até perde a graça. Acho que faltou mais criatividade para resolver as tramas, porque tudo ficou muito dado, com o intuito de avançar para a próxima aventura.

Mas não estou dizendo que o livro é ruim. Ele é bom e suas aventuras também. O livro tem falhas e não me agradou em tudo, mas consegue prender a atenção, tendo uma narrativa rápida, que não enjoa e nem cansa, lhe mantendo sempre interessado em continuar lendo para saber o que vai acontecer.

Nota: