quarta-feira, 7 de junho de 2017

Categorias:

Resenha: Kong – A Ilha da Caveira

Título Original: Kong – A Ilha da Caveira

Título Nacional: Kong: Skull Island

Direção: Jordan Vogt-Roberts

Gênero: Aventura, fantasia, ação

Duração: 1h59min

Estreia: 9 de março de 2017






Kong – A Ilha da Caveira é aquele tipo de blockbuster feito só para ganhar dinheiro. É um blockbuster bem feito, no entanto. Tem alguns efeitos de explosão ruins (principalmente no começo do filme), mas que aos poucos vão melhorando. Os efeitos de Kong e dos outros seres ficaram bons. A cena da briga final (como não podia deixar de ter) também é boa, mas é só. O filme é mais sobre uma aventura de cientistas e soldados que se juntam para desbravar uma ilha perdida, da qual descobrem que existem seres gigantes vivendo nela, entre eles Kong, o rei, do que um filme do King Kong propriamente dizendo. Vemos mais cenas dos atores em sua aventura tentando sobreviver aos ataques dos outros seres, do que o King Kong em si sendo o protagonista. Ele aparece de vez em quando para mostrar a sua força e para mostrar que protege os que não lhe atacam. Só a briga no final é a realmente boa e que valeu a pena ter visto.

No elenco estão grandes nomes como Samuel L. Jackson, Brie Larson e Tom Hiddleston, mas todos eles são desperdiçados com um roteiro fraco num filme de aventura genérica. Parece que a escolha desses atores não se deu pelo seu potencial ou talento e sim pelo nome que eles têm e pelo chamariz que poderiam trazer ao filme, que mesmo sendo de um personagem já conhecido, poderia vir a não dar certo se não tivesse atores mais conhecidos. A pior posicionada ali é Brie Larson, ganhadora de um Oscar, mas que nesse filme é só uma fotógrafa sem personalidade. Total desperdício de atores.

Como filme passatempo, Kong: A Ilha da Caveira é um bom filme. Mas ele não é nada além disso. É um filme para se divertir. Não tem um roteiro bem escrito, não tem uma história boa de verdade, e Kong é só mais um dos grandes seres vivos naquela ilha. Esse filme foi mais sobre dar uma introdução a Kong para que seja possível o filme do Godzilla vs Kong, como apenas uma peça que precisava ser colocada para a grande peça que ainda virá.

Nota: